O primeiro táxi, negociamos o preço (acabamos sempre por pagar menos que o preço normal, somos portuguesas :P), e atravessamos a cidade até lá já quase perto do aeroporto. Paragem de toca-toca. Vamos para Zinguinchor, querem que entremos numa sete places (peugeots de 7 lugares, perceberam?lol), mas é mais caro e mais desconfortável ... encontramos uma hiace prontinha a sair, mas esta hiace tem 12 lugares sentados. Ficamos nos 3 bancos do fundo, onde precisamos pular a penúltima fila de bancos para poder entrar e sair. Vamos 4 pessoas nesses bancos, eu, a D. um rapaz muito simpático que nos foi ajudando ao longo do caminho, e um outrto que foi sempre desconfiado com as duas brancas que iam naquele toca-toca.
Ir nos bancos do fundo e ter de pular para entrar/sair, não seria nada de mais, e não fossem os postos de controlo a cada mudança de região ... nem sei quantas vezes entramos e saimos do toca toca.
Zinguinchor ... ficámos numa paragem enoooorme de toca-toca, confusão, pó, fumo, e toda a gente a fatigar-nos ... Para onde querem ir ?? (em crioulo, francês ou Oloff) ... decidimos procurar um sitio para comer, muito sol, muito calor, comemos umas bolachas e seguimos caminho ... Niafaram estava à nossa espera, ainda que nós nem sonhassemos onde ...
Procurar o carro para Niafaram, foi outra odisseia ... Quando já achavamos que nos estavam a enganar, damos por nós depois de uma série de coincidências fantásticas, a entrar numa toyota quase nova, com os nossos amigos do caminho para Zinguinchor, uns rastas, e uma francesa (rasta também), que iam para Abene.
O caminho para Abene, era qualquer coisa de surreal, iamos muito melhor fora da estrada do que nela ... mas as paisagens, a África a pulsar, as lágrimas já nos olhos (como me acontece quando saio de Bissau ... Então isto é África ... e o coração abre-se num esgar de espanto e numa alegria que nasce no fundo de uma alma que andava incompleta e insatisfeita).
Deixam-nos em Badjincati (não sei se se escreverá assim, vou procurar). Procuramos alguém que nos diga como vamos para Niafaram, são duas da tarde. Uma senhora que comprava fole, ouve a palavra Niafaram e diz para irmos com ela ... leva uma bananeira pequenina na cabeça, uma mala numa mão, e sem falar um pingo de Francês acompanha-nos um caminho de uma hora, por lamas, bolanhas (arrozais) e tabancas. Chegamos a sua casa, veio o filho, que num francês macarrónico nos convidou a ficar até que o sol baixasse mais. Mas nós queriamos caminhar, e fomos sempre em frente ... entramos de repente num quintal que parecia uma espécie de pousada ... NIAFARAM .... mas estava cheio ... um dos rapazes que lá trabalhava, ofereceu-os a casa dele, e nós ficámos, bem na realidade era meia casa (como podem ver na foto)... Fizéram-nos comida (o melhor peixe que comi na vida), conversamos, e ainda fomos a tempo de um mergulho ...
O resto fica para um café quando voltar a Portugal ...
2 comentários:
(Grandes vidas.....)
quuuee fixeee! ontem skipámos, hj tenho a história que ñ chegámos a falar! yeahhh! :) q inveja (das boas, não é?)!!! **
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