domingo, março 19, 2006
Aos poucos
Não consigo perceber, porque é que Ele teima em pôr-me á prova. Não há dúvidas, que não sei viver sem isto... não há dúvidas que fiz disto o meu modo de vida... e se mo tiram eu não sou nada... fico em branco...no vazio... no vácuo... e sinto-me como uma imagem a desaparecer... uma fotografia que de a cores, passou a preto e branco, e depois passou a sépia...e agora são só traços mal definidos num papel que já ninguém recorda... de um momento para o outro passamos de bestiais a bestas... alguém gentilmente nos puxa o tapete debaixo dos pés, e não há chão não terra, e descobrimos que nunca existiram... que vivemos numa doce ilusão em que nos pareciamos bastar a nós próprios, e as sombras projectadas no fundo da caverna nos enganaram sempre....
Sinto este fim próximo e vejo-me de mãos e pés amarrados... perdida
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