quarta-feira, junho 20, 2012

Ele há datas ...

ou pelo menos alturas do ano, meses vá ... talvez até semanas, que teimam em carregar-se de um festival de emoções, em enfeitar-se como quem se prepara para a procissão ... os meninos que vêm em fila apresentar-se à mãe, passar no duro crivo, e na lista de propósitos que têm de cumprir para participarem na dita procissão, não vá o Senhor lá cima (claro com visão periférica e ao milímetro), perceber aquela orelha com uma pontinha de sujidade, aquela ruga no fatinho domingueiro, já coçado pelos anos e pelos corpos dos irmãos que por ele passaram, ou até mesmo o fio de cabelo que faz com que a marrafa não fique exactamente no sitio que devia ...

São dias que reúnem em volta de si (como as pombas no ombros de S. Francisco de Assis), todo um ponto de ordem, um carisma, uma luz, ou simplesmente uma leveza ... sim uma leveza, a leveza da missão cumprida, a leveza dos dias com cheiro a alecrim e a alfazema ... O dia


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